Como um varejista pode melhorar a organização de sua loja, otimizar processos, reduzir custos e aumentar as vendas sem depender apenas do trabalho de sua equipe? O uso de ferramentas de gestão é o caminho para reunir todos esses fatores e transformar a rotina do negócio com processos mais ágeis e eficazes.

A aposta de que apenas a experiência no mercado é suficiente para gerir uma loja coloca o varejista em risco e o deixa mais distante do alto nível de competitividade enfrentado atualmente. Recorrer a diferentes ferramentas é vital para o desenvolvimento das áreas financeira, operacional e mercadológica.

As ferramentas disponíveis no mercado atuam como suporte para decisões estratégicas e asseguram a saúde financeira da loja. Por meio delas, o varejista tem controle do fluxo de caixa, da projeção de vendas, das contas a pagar e receber e de todo o estoque.

Neste artigo, apresentaremos algumas alternativas que podem transformar o modo de gestão de pequenos e médios negócios no varejo.

O uso de CRM para pequenos e médios varejistas

Para ampliar o volume de vendas, é nítido que o lojista precisa ser capaz de fornecer o melhor atendimento possível ao seu cliente. Uma ferramenta que auxilia nesse objetivo é o CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente, na tradução para português). Por meio dela, o varejista desenvolve o planejamento estratégico com foco em identificar necessidades e desejos dos clientes de forma antecipada. Assim, amplia a sua satisfação ao ponto de ser capaz de superar expectativas.

O CRM recolhe informações dos clientes, como dados pessoais e dados relativos às compras. Dessa forma, é gerado um banco de informações para ser consultado a qualquer momento e aprimorar o relacionamento com o  cliente, gerando mais vendas.

Mas como essa ferramenta pode ser utilizada por pequenos e médios varejistas? É possível coletar as informações dos clientes sem ser invasivo e evitar o incômodo do preenchimento de fichas de cadastro na finalização de uma compra na loja?

Uma alternativa para receber as informações do cliente é criar uma forma de recompensá-lo pelo compartilhamento desses dados. A partir do momento em que já possuir ao menos nome e e-mail do consumidor, o varejista poderá entrar em contato em uma segunda oportunidade. Com uma oferta de um voucher, por exemplo, é oferecida uma troca para que o cliente, enfim, forneça mais informações pessoais que alimentarão um sistema de CRM.

Assim, o que parecia inviável para pequenos e médios varejistas ganha um novo panorama e se torna um grande diferencial competitivo. Além de evitar o desgaste para o cliente do preenchimento de cadastros, o gestor supera a falta de qualificação do funcionário de sua loja para cumprir a tarefa de coletar essas informações rapidamente.

Aliada ao CRM, pode ser utilizada uma ferramenta de disparo de e-mails. Uma vez que já foi capaz de coletar informações de seus clientes, o varejista utilizará os dados como caminho para se aproximar mais do consumidor e oferecer atendimento personalizado.

A ferramenta de disparo de e-mails assegurará que o cliente não receba uma enxurrada de mensagens em sua caixa de entrada. Se ele for atingido no momento certo, com uma oferta de promoção, por exemplo, a campanha de e-mail marketing ampliará o potencial de vendas da loja. Outro benefício para o varejista é a fidelização de clientes, nutridos com mensagens que tenham conteúdo relacionado ao que ele já consumiu.

As plataformas de comércio eletrônico e marketplaces

Da mesma forma que podem encontrar empecilhos ao recorrer ao CRM, pequenos e médios varejistas também podem identificar um obstáculo quando optarem por plataformas de comércio eletrônico. A implementação e os aspectos tecnológicos não são os principais desafios para quem decide recorrer a lojas virtuais, já que o mercado apresenta diferentes alternativas para o desenvolvimento de um negócio online. Porém, como fazer a publicidade dos produtos e realmente ampliar o potencial de vendas?

Ao contrário de uma loja física, em que uma pesquisa pode ajudar na escolha do local ideal e, consequentemente, atrair mais clientes, a loja virtual precisa de publicidade para ser vista. O investimento em anúncios, Google AdWords ou Facebook Ads muitas vezes está além do orçamento de um pequeno varejista. Para tornar o caminho de publicidade dos produtos mais curto, um atalho para os lojistas são os marketplaces.

Na busca por audiência para a loja virtual, o varejista pode utilizar os marketplaces para usufruir do reconhecimento já alcançado por comércios eletrônicos que estão há mais tempo no mercado e atraem mais clientes. Essas lojas também possuem mais recursos para investir em publicidade e marketing.

Ao recorrer a marketplaces, os pequenos varejistas utilizam espaço em lojas virtuais com mais audiência para venderem seus produtos. A contrapartida para esses comércios eletrônicos maiores é o comissionamento pelas vendas realizadas e, consequentemente, mais uma forma de aumentar seus ganhos.

A integração de lojas físicas e virtuais com uso de ERP

A partir do momento em que opta por recorrer ao mercado online e se apoia em um marketplace para ter mais audiência e ampliar as vendas, o varejista tem a missão de integrar as lojas virtual e física. Uma ferramenta de gestão que deixa esse objetivo mais acessível é o ERP (Planejamento de Recursos Empresariais, na tradução para o português), que integra todos os dados da empresa em um único sistema.

Essa ferramenta é fundamental para que o gerenciamento das lojas seja feito de forma automatizada e facilite o controle sobre compra e venda de mercadorias. A partir do momento em que utiliza o sistema para gestão de sua loja física, o varejista pode escolher quais produtos serão ofertados também na loja virtual e ter a certeza de que essas informações estarão integradas.

Imagine a situação em que o varejista tem apenas uma unidade do produto disponível em seu estoque. Caso um cliente em sua loja física faça a compra, como ele evitará que um outro consumidor também tente adquiri-lo, mas pelo comércio eletrônico? Por meio do ERP, o sistema avisará, na loja virtual, que a mercadoria está indisponível.

Em contrapartida, se o cliente realizar a compra desse produto na loja virtual, imediatamente o pedido será enviado para o sistema de loja. Será necessário apenas separar a mercadoria e emitir uma nota fiscal. Essa emissão será feita sem que nada precise ser digitado, uma vez que todos os dados já foram disponibilizados pelo cliente.

Por proporcionar soluções como o exemplo acima, o ERP permite que o varejista não tenha a necessidade de atualizar o estoque a cada venda e registrar cada transação em um outro sistema para emitir notas fiscais. Num único sistema, é possível gerenciar as duas lojas.

Assim, não é necessário recorrer a profissionais com diferentes expertises. Ao integrar as lojas física e virtual em um mesmo sistema, é dispensada a exigência de ter alguém com conhecimento específico sobre o comércio eletrônico enquanto outra pessoa gerencia a loja física.

Também é possível que o varejista selecione os produtos e determine quais marketplaces quer utilizar. Todas as informações já estão em uma base única dos sistema de loja.

Utilizadas em conjunto, essas ferramentas de gestão se tornam complementares. Ao contar com as lojas física e virtual, o varejista tem duas fontes de informações sobre seus clientes para alimentar o CRM e torná-lo ainda mais robusto.

Portanto, varejista, mesmo que seu negócio ainda seja considerado pequeno, fique atento às ferramentas para tornar sua loja mais competitiva. Saiba também como a automação comercial é importante no varejo!