Aumentar as taxas de crescimento da empresa sem a necessidade de fazer grandes investimentos soa como um objetivo claro para qualquer empreendedor. Afinal, quem não gostaria de ver o próprio negócio prosperar em pouco tempo?

A receita para acelerar o desenvolvimento de uma organização com poucos anos de vida passa pela escalabilidade. Porém, nem todas as empresas são capazes de atingir essa meta. Neste artigo, mostraremos o que é preciso para elaborar um negócio escalável.

O que é escalabilidade?

Em um conceito simples, a escalabilidade é a capacidade que uma empresa possui de atingir altas taxas de desenvolvimento, correspondendo às demandas sem perder as qualidades que lhe agregam valor.

Os modelos de negócio que são considerados escaláveis estão ligados ao rápido crescimento, à inovação e à flexibilidade. No entanto, nem todas são capazes de preencher esses requisitos.

Os negócios que não possuem escalabilidade são aqueles em que o profissional precisará trabalhar mais para aumentar sua capacidade de receita. Ou seja, os ganhos são dependentes do número de atendimentos e serviços realizados. Como exemplo, podem ser citados os dentistas e os taxistas.

Como um negócio se torna escalável?

Para que um negócio tenha escalabilidade, é necessário que funcione com sucesso enquanto se desenvolve. Ou seja, é preciso ter grande potencial de expansão, preferencialmente sem limites.

Geralmente, startups nascem de ideias já projetadas para elevar o faturamento em pouco tempo de atuação dessas empresas, com ações de marketing e vendas que possam difundir esses modelos. Os sistemas de franquias também são uma boa forma para alcançar escalabilidade.

Um negócio escalável gera mais empregos, renda e impacto no mercado. A empresa tem de ser capaz de reproduzir aquilo que lhe gera produtividade e ganho de escala em uma proporção acima da demanda por mão de obra e dinheiro.

A partir do momento em que o empreendedor entende a estrutura de seu negócio e quais caminhos seguir para a expansão, ele identifica se a empresa é escalável e até onde conseguirá ir.

Para saber se a escalabilidade está ao alcance de uma companhia, é preciso preencher três requisitos:

1. Absorção e aprendizado de novos funcionários

Se o negócio pretende crescer em altas taxas em um curto período, ele deverá ser capaz de absorver novos funcionários e fazer com que eles tenham consciência de suas atividades rapidamente. Dessa forma, é fundamental que os processos de produção possam ser ensinados a outros colaboradores sem grandes obstáculos.

2. Diferencial de mercado

É nítido que o grau de competitividade de uma empresa depende da sua capacidade de se diferenciar dos concorrentes e agregar valor aos clientes, oferecendo experiências únicas. A especialização em um serviço ou na fabricação de um produto são requisitos para um negócio se destacar e vislumbrar a possibilidade de crescimento vertiginoso.

3. Capacidade de ser replicável

A possibilidade de um processo ser reproduzido, gerando receita recorrente, é outro quesito a ser preenchido por uma empresa que pretende ser escalável. Dessa forma, o negócio poderá manter boas taxas de crescimento e seguir se expandindo no mercado.

Por que buscar a escalabilidade?

Negócios escaláveis possibilitam maior agilidade e abertura para inovações que serão necessárias quando as condições do mercado e do próprio empreendimento forem modificadas. Dessa forma, a empresa estará apta a superar rapidamente os possíveis obstáculos que surjam em seu caminho, assim como aproveitar as novas oportunidades.

Para que a empresa seja escalável, é necessário contar com um setor de tecnologia da informação estruturado, ou ao menos ter sistemas confiáveis, para manter as possibilidades de altas taxas de crescimento em curto período. Esse fator é primordial para que as vantagens competitivas não sejam desperdiçadas.

Possuir sistemas que suportem o rápido crescimento da empresa é imprescindível. Imagine os impactos negativos para um negócio que não consiga acompanhar o volume de pedidos de seus clientes por ter softwares lentos ou incapazes de processar muitas informações. As consequências passam por perda de tempo, funcionários sobrecarregados, consumidores insatisfeitos e queda das vendas.

Logo, ao elaborar um plano de negócio escalável, o empreendedor deve buscar fornecedores de tecnologia que o alimentem com sistemas seguros e suporte capazes de ajudá-lo a tirar o melhor proveito desses softwares. Assim, a empresa não ficará refém de sistemas que não possam ser melhorados quando as operações se tornarem mais complexas.

Quais são as vantagens de ter uma empresa escalável?

Construir uma empresa escalável aumenta a possibilidade de crescimento do negócio em pouco tempo, assim como é um grande atrativo para investidores. Confira, a seguir, como a escalabilidade pode ser vantajosa para um empreendimento.

Atração de novos investidores

A compreensão do nível de escalabilidade é fundamental para o entendimento do potencial da empresa no mercado em que ela está inserida e para a atração de investidores. Uma vez que é possível avaliar a capacidade de retorno dos investimentos, o negócio se torna mais interessante na visão de investidores-anjo e de fundos de investimento.

Atendimento sem perda de qualidade

Ao ser escalável, a empresa possui flexibilidade para acompanhar as mudanças e a volatilidade do mercado e, assim, estar sempre à frente de seus concorrentes. Dessa forma, o negócio se mantém capaz de atender a todos os clientes sem perda de qualidade.

Isso ameniza o risco de que as expectativas dos consumidores não sejam atendidas e o tempo de vida desses clientes se torne curto, ainda que estivessem satisfeitos com o serviço prestado inicialmente.

Redução de custos da empresa

A escalabilidade permite que um negócio multiplique suas ações e atinja um grande número de clientes sem a obrigatoriedade de aumento dos investimentos financeiros. Embora a empresa alcance taxas de crescimento vertiginoso, não há a necessidade de que os recursos para a produção acompanhem esse ritmo.

Ou seja, em um negócio escalável, as despesas não crescem tão rápido quanto as receitas. Nos primeiros anos, ainda é comum que faturamento e custos aumentem no mesmo ritmo, mas logo haverá distanciamento entre esses dois fatores.

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