Sempre em busca de aumentar seu potencial de vendas, os varejistas podem encontrar diferentes alternativas de inovação em seu modelo de negócios e, assim, atrair mais consumidores. As tendências do varejo em 2017 indicam a necessidade de aproximação com os clientes e mudanças nas ofertas de produtos para responder a um público cada vez mais exigente.

Essas empresas podem ainda explorar novas alternativas para melhorar o controle de estoque e reduzirem a possibilidade de perdas. A seguir, veremos algumas dessas tendências.

1. Lojas físicas menores e mais especializadas

Uma forte tendência para o mercado varejista é a diminuição das lojas físicas. Em espaços menores, elas serão voltadas a atender a nichos específicos de mercado, com ofertas mais precisas para seu público.

Mais acostumados à agilidade dos meios virtuais, os consumidores não querem perder tempo passando por vários corredores de lojas. Pelo contrário, pretendem encontrar facilidade e eficiência em lojas menores e com ofertas especializadas.

Para os varejistas, os benefícios de lojas menores vão além da satisfação do cliente em suas experiências de compra. As vantagens passam por aspectos financeiros, já que os espaços reduzidos têm menor custo para abertura e operação.

Outro ponto favorável financeiramente está na administração de estoque. Uma vez que esses locais oferecerão mercadorias voltadas a nichos de mercado, com preferências específicas, os varejistas não terão a necessidade de acumular grande volume de produtos. Assim, os custos com armazenamento são muito menores que os das grandes lojas de varejo.

Showrooms

A redução dos espaços em lojas físicas apresenta ainda uma tendência para que elas atuem como showrooms. Nessas alternativas, os varejistas contam com poucos funcionários ou até mesmo nenhum atendente. A loja é apenas um local para os clientes que sentem a necessidade de ter contato com o produto, tocá-lo, vê-lo e experimentá-lo.

Depois de satisfazer sua necessidade sensorial, o consumidor concluirá a compra com a escolha do produto pela loja virtual. Dessa forma, mais uma vez, os varejistas encontram mecanismos para reduzir os custos com o armazenamento de produtos.

2. Parcerias entre varejistas

Outra tendência do varejo para ficar de olho é a ampliação dos canais de venda, com parcerias. Essa alternativa tem sido explorada e tende a crescer com o uso de marketplaces. Uma boa alternativa para a divulgação de produtos, os marketplaces permitem que os pequenos varejistas lidem com uma das principais dificuldades na criação de lojas virtuais: a publicidade para suas mercadorias.

Embora encontrem atualmente um grande leque de alternativas para a criação e desenvolvimento do comércio eletrônico, os varejistas ainda enfrentam obstáculos para darem notoriedade a seus produtos na concorrência com lojas virtuais de grande porte. Assim, a alternativa é recorrer ao marketplace, com a oferta dessas mercadorias justamente em e-commerces com maior potencial de investimento para publicidade. A contrapartida para esses varejistas de grande porte é o recebimento de uma comissão pela venda das mercadorias que divulgarem.

Todavia, a ampliação dos canais de venda abrange ainda outras alternativas de parceria no varejo. Nesse cenário, as empresas encontram “sócios” em outras regiões para lidarem com os problemas de sazonalidade de produtos.

Imagine um varejista que comercializa roupas de verão na região Sul do Brasil. Em um curto período, essas mercadorias perderão atratividade, já que o frio chegará rápido. Assim, uma alternativa encontrada é fazer uma parceria com lojas de outras regiões, como a Nordeste, em que o calor é constante e o apelo de biquínis, por exemplo, se mantém independentemente da época do ano.

Ao repassarem mercadorias para parceiros de outras regiões, os varejistas diminuem as perdas geradas pelo fim do ciclo de vida do produto. Com os produtos comercializados em outras lojas, eles ainda abrem espaço no estoque para aquelas mercadorias que realmente terão apelo nos locais em que atuam.

3. Aumento da influência mobile

Se nos últimos anos os varejistas já deveriam estar mais atentos a alternativas mobile, esse aspecto será vital para qualquer negócio em 2017. No último ano, o número de pessoas que utilizam dispositivos móveis para acessar a internet superou pela primeira vez o de acessos por computadores e notebooks.

Assim, oferecer alternativas para consumidores que utilizam tablets e, principalmente, telefones celulares é uma questão de sobrevivência no mercado varejista. Aquelas empresas que negligenciarem essa mudança estarão fadadas a perder gradualmente visibilidade e oportunidades de negócios.

Mesmo que os smartphones ainda não sejam a plataforma mais prática para compras, eles são grandes protagonistas no comportamento de compra dos consumidores atualmente. Assim, fazer com que as experiências por tablets e telefones celulares se tornem mais práticas e com facilidade de uso refletirá diretamente no número de vendas.

4. Experiências ainda mais personalizadas

Diante da diversidade de opções que os clientes encontram no mercado atual, oferecer atendimento personalizado é outra obrigação para a sobrevivência no varejo. O foco no comportamento de compra individual é uma forte tendência para 2017.

Melhorar as experiências é fundamental em qualquer canal de compra do varejo. Para lojas físicas, isso tende a ser ainda mais acentuado. Para motivar o consumidor a deixar sua casa e ir até a loja, abandonando a possibilidade de compra ágil por meios online, os varejistas terão de recompensá-los com ótimo atendimento. Isso será fundamental para que o cliente se sinta valorizado.

Porém, é necessário que os varejistas fiquem atentos para que não atuem com ofertas intrusivas. Para terem atendimento personalizado, eles precisam que os clientes estejam abertos à disponibilização de dados pessoais. Nesse momento, é preciso dar garantia de que as informações serão protegidas e privadas.

Embora as novas gerações já estejam acostumadas a fornecer dados pessoais, os consumidores mais tradicionais, que estão se adaptando ao comércio online, ainda veem o fornecimento das próprias informações com desconfiança.

5. Programas de fidelidade de pequenos varejistas

Na briga por mercado com as empresas de grande porte, uma tendência para os pequenos varejistas é a criação de programas de fidelidade. Essa é uma alternativa apontada para que as lojas de menor porte consigam reter clientes diante de um grande leque de opções, especialmente no ambiente online.

Para driblar a concorrência e sua alta capacidade de investimento em marketing, pequenos e médios varejistas iniciam programas de fidelidade, com uso de descontos e recompensas por novas compras. Essas alternativas oferecem atrativos para os clientes retornarem ao seu site.

Independentemente de quais tendências do varejo seguirão em 2017, o empreendedor deve estar sempre aberto a inovações para manter seu negócio com grande potencial competitivo.

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